Missionários americanos na Amazônia

Ao final de 1961, a Província americana do Sagrado Coração de Jesus da Terceira Ordem Regular de São Francisco aceitava um território na Amazônia que pertencia à arquidiocese de Manaus.
No dia 9 de agosto de 1962 foram nomeados, em Loreto, Pensilvânia, os primeiros frades que pertiriam para a Amazônia. Frei Kevin Keelan, ministro provincial, entregou a “cruz missionária” aos frades Marcelo Smith, Robert Sisk, Roger Chunta, Carlos Napoli, Vitor Gall e Joseph Glancy. Frei Marcelo foi nomeado comissário deste grupo porque já tinha trabalhado na prelazia de Guajará-mirim com Dom Roberto Arruda, TOR e falava o português.
No dia 16 de agosto de 1962, chegaram em Belém os frades Kevin, Marcelo e Roberto. Na mesma tarde voaram para Manaus. No dia seguinte, os frades foram à cúria arquidiocesana conversar com o arcebispo Dom João de Souza Lima, tendo os seguintes resultados: os frades assumiriam, inicialmente, a cidade de Nova Olinda do Norte, no rio Madeira e uma pequena paróquia no bairro de São Jorge, Manaus.
Cinco dias após o encontro com o arcebispo, os frades Kevin e Marcelo chegaram em Nova Olinda do Norte. Passaram a noite na base da Petrobrás e, no dia seguinte, com uma lancha, subiram o rio Madeira até Borba onde o cônego Bento José de Souza, pároco e velho missionário do rio Madeira, os recebeu com muita alegria, procissão e foguetório e os alojou na sua casa, nos fundos da igreja de Santo Antonio. Depois, seguiram para Novo Aripuanã.
No mês de dezembro, chegavam em Belém os frades Carlos, Vitor e Rogério. Saíram de Nova Iorque no avião da Varig que atrazou e, com as passagens já compradas, não embarcaram, felizmente, para Manaus, visto que este vôo nunca chegou. O avião caiu na selva e todos morreram.
No mês de março de 1964, Dom João de Lima, arcebispo de Manaus, viajou para Borba para a instalação oficial da prelazia, criada pela Bula “Ad Christi”, de 13 de julho de 1963, pelo Papa Paulo VI. A prelazia de Borba ocupa parte do sudeste do estado do Amazonas, na região do Baixo Madeira. Em 18 de junho de 1964, frei Adrian Veigle, TOR, ex-ministro provincial do sagrado coração de Jesus, foi nomeado prelado nulius da prelazia de Borba.
Dom Adriano passou 24 anos em Borba e, em 1987, tendo alcançado a idade de 75 anos, apresentou sua renúncia ao Papa que foi aceita, mas aguardou a chegada do seu sucessor, dom José Afonso Ribeiro, TOR, nomeado no dia 24 de setembro de 1988.

 

              do livro “Missão Franciscana na Fronteira”, de Dom Máximo Biennès, TOR, bispo emérito de Cáceres – MT)