HOMEPara entender a Regra e Vida dos Irmãos e das Irmãs

VOLTARda T. O. R. de São Francisco de Assis

 

            Nos últimos anos a Família Franciscana do Brasil ampliou o conhecimento da Regra TOR, através da Escola de Formação Franciscana Itinerante, com os seguintes objetivos:

-         conhecer melhor e aprofundar nossa Regra e Vida;

-         redescobrir nossa identidade franciscana;

-         conviver e partilhar a vida e caminhada com diferentes congregações e culturas;

-         conhecer, amar e interiorizar mais os valores franciscanos que herdamos;

-         oferecer uma base teológica franciscana;

-         oferecer uma ajuda às irmãs e aos irmãos que acompanham as/os jovens formandos;

-         fortalecer nosso carisma comum.

A Regra faz menção ao surgimento da Ordem, como ponto de partida. Por isso, é necessário lembrar que nos séculos XII e XIII havia um fenômeno que se caracteriza vida associativa. Trata-se de grupos se juntavam, se reuniam, com base na ajuda mútua; algumas vezes era com fim religioso, outras político, com um tom de solidariedade. Assim, questionavam o sistema vigente com suas vidas, testemunhando o Evangelho. A TOR surgiu, nesse contexto, com a necessidade que algumas pessoas tinham de atender às urgências da época: hospitais, asilos, em suma as obras de misericórdia. Foi o início de uma história  de resistência de pessoas que quiseram viver o Evangelho.

As Regras que orientaram a TOR ao longo da história foram:

-         Carta aos Fiéis (primeiro esboço da Regra – 1215 – 1221);

-         Memorial Propositi – 1221;

-         Regra de Nicolau IV – 1289 = TOS – TOR ;

-         Regra de Leão X – 1521;

-         Regra de Pio IX – 1927;

-         Regra e Vida dos Irmãos e Irmãs da TOR de São Francisco – 1982/ João Paulo II.

A conversão, a contemplação, a pobreza e a minoridade, são os valores fundamentais da Regra da TOR, que perpassam toda a Regra. A contemplação dá a ação sua verdadeira dinâmica, para perceber a ação de Deus na história. Desta forma, podemos afirmar que o texto da Regra não é constitucional, mais inspiracional, porque inspira a unidade das mais de 400 congregações que têm a mesma Regra da TOR; inspira a cada uma delas para as suas respectivas Constituições e Estatutos, sem perder o entusiasmo de viver tais valores no serviço do Reino de Deus.

O aprendizado sobre a nossa Regra é uma riqueza. Tal temática é de fundamental importância para todos nós, pois auxilia muito em nossa formação permanente. É conhecida a limitação para  relatar todo o conteúdo aprofundado em pouco espaço, mas o interesse, no momento, foi o de partilhar um pouco dessa valiosa experiência, que não pode terminar. Por isso, parafraseemos, em forma de oração, o que nos exorta nosso Seráfico Pai São Francisco, no final de sua vida:  irmãos vamos começar a trabalhar, pois até agora, pouco ou nada fizemos.

Fr. José Faustino, tor

 

 

 

REGRA E VIDA DOS IRMÃOS E DAS IRMÃS DA

TERCEIRA ORDEM REGULAR DE SÃO FRANCISCO

 

PRÓLOGO

 

Palavras de São Francisco a seus seguidores (1CFi 1–15)

 

            Esse prólogo é a primeira parte da assim chamada “Recensio prior” ou primeira recensão (1CFi) da Carta aos Fiéis de São Francisco. O texto, encontrado por Paul Sabatier no códice 225 da Biblioteca Guarnacci de Volterra e por ele publicado em 1900, contém – segundo pensamento dos estudiosos – uma exortação escrita do santo enviada aos penitentes que seguiam sua orientação espiritual, isto é, aos membros do movimento que mais tarde seria chamado de “Ordem Terceira de São Francisco”.

O documento, escrito provavelmente nos primeiros anos de sua “pregação itinerante”, contém apenas algumas idéias essenciais, as que formariam a base do seu ensino mais amplo, contido na redação longa da Carta aos Fiéis (2CFi). Nela, Francisco dá, antes de tudo, uma indicação clara do que é “fazer penitência”. Nas  primeiras linhas são enunciados cinco elementos: 1) amor a Deus; 2) amor ao próximo; 3) opor-se às tendências pecaminosas da natureza decaída; 4) recorrer à vida sacramental, principalmente à eucaristia; 5) agir em tudo de acordo com a conversão já feita. São as coisas que o penitente deverá fazer. São Francisco sublinha que o resultado dessa conduta e da perseverança nela vai ser alcançar aquela felicidade a que o ser humano aspira: “quanto mais felizes estes e estas, fazendo essas coisas e perseverando nelas”. Porque esse modo de agir levará a alma do penitente a se inserir na vida trinitária de Deus: “porque sobre eles repousará o Espírito do Senhor e neles vai estabelecer sua morada, e são filhos do Pai celeste, cujas obras praticam, e são esposos, irmãos e mães de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Para São Francisco, é isso que é essencial, é isso que é “vida na penitência”.

Já se observou que em nenhum outro escrito de São Francisco se alcança um ponto tão alto de espiritualidade e que a inserção da alma na vida trinitária de Deus nunca será expressa com termos tão precisos ou exaltada com expressões tão escolhidas.

Por isso fez muito bem a Assembléia Geral de Roma ao querer colocar este documento como prólogo da nossa Regra, imitando o exemplo da Ordem Franciscana Secular, com a qual a Terceira Ordem Regular tem em comum a origem e a honra de ter recebido diretamente de São Francisco uma exortação tão nobre.

 

Fr. Raffaelle Pazzelli, TOR

(recolhido por Fr. Faustino)

 

"Nossa  Regra de Vida," Postado por Frei Manuel - ( I Capítulo)

"Nossa  Regra de Vida ," Postado por Frei Manuel - ( II Capítulo)

"Nossa  Regra de Vida," Postado por Frei Manuel - ( III Capítulo) 

"Nossa  Regra de Vida," Postado por Frei Manuel - ( IV Capítulo) 

 

 

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